Lidando com a dor no pós-operatório
Lidar com a dor não é tarefa fácil e, como falamos há alguns dias, é bem comum a dor nos acompanhar no período pós-operatório.
Mas, a boa notícia é que existem formas de lidar, controlar, prevenir e até eliminar a dor!
A fisioterapeuta Adriana Genta Cordioli Meda, nos conta como a fisioterapia pode auxiliar nesse período.
Confira a seguir o artigo dela que está super legal e informativo!
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Fisioterapia no Pós-operatório de cirurgia de mama
Por Adriana Genta Cordioli Meda - Fisioterapeuta
Fisioterapia para restabelecimento das atividades diárias
A fisioterapia conduzida após a cirurgia tem como objetivo prevenir retrações, fibroses e aderências, aliviar a dor, evitar complicações respiratórias e o risco de formação do linfedema e, por consequência, dar condições à paciente de restabelecer suas atividades de vida diária. É recomendado que seja iniciada já nos primeiros dias após a cirurgia.
Durante a terapia são feitos exercícios que visam melhorar a condição muscular geral e principalmente de ombro e de braço, facilitando a mobilidade e a sequência do tratamento. Além disso, a fisioterapia proporciona o alívio das tensões musculares, prevenindo contraturas principalmente nas regiões cervical e torácica.
Melhora da circulação linfática pela fisioterapia
Uma das principais consequências do procedimento cirúrgico é a interrupção ou obstrução da rede de linfonodos e vasos linfáticos da região operada, causando um desequilíbrio desta circulação, podendo levar ao linfedema. A circulação linfática coleta e transporta o líquido linfático, composto de proteínas, sais minerais, água e glóbulos brancos do sangue. Os linfonodos funcionam como filtros para substâncias nocivas e nos ajudam a combater infecções. Os vasos linfáticos trabalham junto com os músculos ao seu redor, ajudando a movimentar o líquido através do corpo. Portanto, sintomas como sensação de peso no braço, edema, alterações de textura da pele, como enrijecimento e vermelhidão, dor, formigamento, desconforto na região e diminuição movimentos e da flexibilidade nas articulações (ombro, cotovelo, punho e mão) podem ser minimizados com a fisioterapia direcionada.
A drenagem linfática manual e os exercícios diminuem o risco de linfedema e aliviam os sintomas caso ele já esteja presente. O tratamento deve ser feito por um profissional especializado, que irá ajudar também com os cuidados da pele, massagem, outros exercícios específicos para cada caso e orientações de como lidar com estes sintomas no dia a dia.
Para que o tratamento não se restrinja às sessões de fisioterapia, a auto-massagem linfática será ensinada à paciente com o objetivo de estimular as vias secundárias de drenagem linfática e promover a dessensibilização da região operada.
Consulte um profissional especializado antes e após o procedimento cirúrgico
A fisioterapia tem papel fundamental na reabilitação das pacientes, fazendo parte de um tratamento de saúde integrado para a melhora da qualidade de vida e o retorno mais rápido possível à vida social.
Adriana Genta Cordioli Meda - Fisioterapeuta
Excelente Texto.
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