Sustos pelo caminho
Sim... sustos fazem parte da nossa rotina pós-câncer.
Há alguns dias atrás fui surpreendida por um susto, no meio da madrugada.
Acordei de repente, com uma dor forte, aguda, no meio do tórax.
De imediato acreditei que fosse um mal jeito, daqueles que a gente tem quando dormimos em uma posição não adequada, sabe. Me mexi, me alonguei, e nada... sentei, deitei de novo, e nada... achei estranho... a dor continuava... nesse momento, percebi que a dor era realmente muito intensa e forte além de ser contínua. Não importava a posição que eu estava, ela estava lá. Chamei meu marido e disse que eu não estava me sentindo bem. Nem me lembro quando isso tinha acontecido antes... acho que só no período da quimioterapia...
Enfim, eu tentava explicar o que estava acontecendo mas nem isso conseguia direito. A dor era tão forte que eu mal conseguia falar ou me mexer. Foi aí que meu marido me levou para o hospital.
No hospital fui atendida de imediato, afinal, meu sintoma era parecido com o de um infarto.
Fizeram exames e fiquei em observação, com medicação para dor.
Ao longo das 4 horas que fiquei no hospital a dor foi, aos poucos, passando. Os exames não acusaram nada de anormal e fui liberada. Apesar disso, meu corpo ficou dolorido e eu sentia aquela dor quando respirava fundo. Imaginei que pudesse ter sido uma dor muscular.
Coincidentemente, no dia seguinte eu tinha minha fisioterapia agendada. A sessão acabou com as dores do corpo, mas não com a dor durante a respiração profunda. A experiência e atenção da minha fisioterapeuta, Dra. Adriana Meda (@clinicaprimefisioterapia), despertaram o alerta. Ela sugeriu falar com o meu oncologista.
A conversa com o meu oncologista, Dr. Gabriel Lima Lopes (Grupo Oncoclínicas), resultou no pedido de dois exames, para investigar melhor. Detalhista e atento, ele pediu logo duas tomografias. E lá fui eu fazer... a essa altura eu já estava com "a pulga atrás da orelha"... pronto, a ansiedade estava instalada...
Exames feitos e estava tudo normal. Ao que tudo indica, o episódio não foi algo que oferecesse risco à minha saúde. Mas ofereceu uma outra coisinha... um BAITA SUSTO!
Pois é... quando a gente acha que já superou tudo, que já está acostumada com o pós-câncer, que a rotina já está de volta... lá vem um episódio desses pra resgatar aquele medo que estava escondidinho lá no fundo...
Acontece... e vai continuar acontecendo, porque estamos atentas ao nosso organismo e a todas as coisas que acontecem com ele. E, tirando a ansiedade gerada pelo medo, esses episódios são bons, porque nos mostram a importância do auto cuidado nessa fase tão importante de remissão.
Remissão... quase 5 anos já! E Deus continua me presenteando com a vida a cada amanhecer!
Cuide-se!
Até a próxima!
:) :) :)
Eu que assustei agora mocinha!!!
ResponderExcluirAinda bem que vc está sempre atenta!! Um abração!!
Linda sua atitude de compartilhar suas experiências.
ResponderExcluirComte comigo sempre!! 🌷😘
ResponderExcluir